A Associação Cultural Faces não pára.
São diversos planos ainda para o 1º semestre de 2009.
A Serpente - Além da temporada do espetáculo em junho na Arte Viva, o grupo pretende participar de festivais estaduais para absorver a opinião de críticos e público teatreiro para aprimorar a qualidade da peça. Pretendemos participar em Rolante e Arroio dos Ratos.
Botequim Cultural - A Faces promoverá este evento mensalmente com o objetivo de proporcionar aos sócios, simpatizantes e público em geral, uma noite de entretenimento com diversos shows e apresentações fragmentadas dos espetáculos da Associação. Estão previstos um Botequim de Namorados, Botequim na Roça (com o trabalho de conclusão do curso de teatro infantil) e apresentações de Os Imbromáveis.
Os Imbromáveis - Apresentada em 2 Botequins com sucesso de público e crítica, essa stand-up comedy da Faces é um trabalho que poderá ser apresentado em diversos eventos como festas de firma, aniversários, casamentos, palestras, velórios, etc. Entrará em cartaz na Faces dias 12 e 19 de julho.
Núcleo de Pesquisa Teatral - O curso de teatro infantil segue firme este ano e terá sua conclusão em 11 de julho com a apresentação da peça Em Nome do Pai da Noiva, de Pedro Delgado, no Botequim na Roça.
Maria Minhoca - Já está sendo pesquisada uma peça infantil que substituirá o Pluft, apresentada desde 2006, para a semana da criança em outubro. A escolhida é Maria Minhoca, também de Maria Clara Machado.
A Hora da Estrela - O resgate da identidade alegórica do grupo será representado neste texto de Clarisse Lispector, em que as personagens serão desenvolvidos somente por atores.
As Máscaras - Projeto em que desenvolveremos uma instrumentalização ao vivo feita pelos atores em cena. Sobre texto de Menotti del Pichia.
13 de maio de 2009
11 de maio de 2009
Faces monta Nelson Rodrigues

A sexta encenação do grupo teatral da Associação Cultural FACES, "A Serpente", de Nelson Rodrigues marca o retorno do grupo ao teatro adulto, a última montagem foi "Pluft O fantasminha", de Maria Clara Machado, que segue em repertório. Novamente, o grupo busca na dramaturgia brasileira material para desenvolver seu processo criativo.


A PEÇAA Serpente foi lançada em 1980, poucos meses antes de Nelson Rodrigues falecer. É o texto mais curto do dramaturgo com apenas um ato, que estava muito mal de saúde quando escreveu esta obra. Mesmo assim, a peça foi trabalhada até a exaustão chegando a ter pelo menos três versões diferentes, testemunhadas pelo crítico Sábato Magaldi.
A peça apresenta resumidamente as principais características que marcaram sua produção teatral. Com ritmo rápido e texto sucinto, Nelson Rodrigues escreveu uma peça sobre um delicado tema familiar: a paixão de duas irmãs pelo mesmo homem.
Muito unidas, as irmãs casaram no mesmo dia e foram morar no mesmo apartamento com seus respectivos maridos, Décio e Paulo. Um ano já se passou. Enquanto Guida vive uma intensa lua-de-mel, Lígia é praticamente virgem. Querendo morrer de desgosto, a irmã infeliz expulsa o marido de casa e comunica a Guida que está pensando seriamente em morrer. Guida faz a proposta: Lígia deve passar uma noite com Paulo, marido de Guida, para nunca mais pensar em morrer.
Recorrente desde "O Vestido de Noiva", o tema de duas irmãs disputando o amor do mesmo homem se repete no último texto escrito por Nelson. É a primeira vez, no entanto, que essa rivalidade é explorada em toda potencialidade, tornando-se o fio condutor da peça.
De acordo com Rodrigo Ruiz, diretor da peça, o grupo optou por explorar uma linguagem não-realista para a construção do espetáculo.
- Esta nova produção marca o início de uma pesquisa estética ainda em processo para o grupo, em direção a uma atuação autêntica livre de estereótipos, onde a intensidade do drama se concretiza aos olhos dos espectadores em imagens e significações mais profundos, que apenas a experiências viva do teatro permite. - disse Ruiz.
A peça apresenta resumidamente as principais características que marcaram sua produção teatral. Com ritmo rápido e texto sucinto, Nelson Rodrigues escreveu uma peça sobre um delicado tema familiar: a paixão de duas irmãs pelo mesmo homem.
Muito unidas, as irmãs casaram no mesmo dia e foram morar no mesmo apartamento com seus respectivos maridos, Décio e Paulo. Um ano já se passou. Enquanto Guida vive uma intensa lua-de-mel, Lígia é praticamente virgem. Querendo morrer de desgosto, a irmã infeliz expulsa o marido de casa e comunica a Guida que está pensando seriamente em morrer. Guida faz a proposta: Lígia deve passar uma noite com Paulo, marido de Guida, para nunca mais pensar em morrer.
Recorrente desde "O Vestido de Noiva", o tema de duas irmãs disputando o amor do mesmo homem se repete no último texto escrito por Nelson. É a primeira vez, no entanto, que essa rivalidade é explorada em toda potencialidade, tornando-se o fio condutor da peça.
De acordo com Rodrigo Ruiz, diretor da peça, o grupo optou por explorar uma linguagem não-realista para a construção do espetáculo.
- Esta nova produção marca o início de uma pesquisa estética ainda em processo para o grupo, em direção a uma atuação autêntica livre de estereótipos, onde a intensidade do drama se concretiza aos olhos dos espectadores em imagens e significações mais profundos, que apenas a experiências viva do teatro permite. - disse Ruiz.
30 de novembro de 2008
20 de novembro de 2008
Projeto Núcleo de Pesquisa Teatral
O teatro é a arte que envolve os seres humanos em uma celebração, é um rito que se estabelece pela solidariedade, comprometimento, disciplina e pelo pertencimento, ou seja, o ator somente irá construir um caminho pela arte teatral se sua visão de mundo pertencer ao meio que ele está inserido. O teatro é um caminho de inclusão e de pertencimento de atores na sociedade.O projeto visa desenvolver atores/alunos pelos caminhos da arte teatral, tornando esse caminho compreensível e ampliando sua visão de mundo pelos processos da arte. Somente estamos conectados ao mundo pelo conhecimento, pela ampliação desse conhecimento. O teatro não se estabelece pela ação da representação, mas através da consciência da atuação, da união de experiências, do comprometimento que resulta na disciplina tornando-os pertencentes na sociedade, gerando através da arte a solidariedade que a sociedade necessita. "O teatro é uma realidade eterna, fora do tempo ou do capricho dos deuses. Sem outra intenção que a da sua efetividade. A arte impõe-se à vida" (THARRATS, Joan-Josep, 1995).


O desenvolvimento do projeto "NÚCLEO de Pesquisa Teatral" se divide em quatro etapas que resulta na montagem de um espetáculo, além de promover estudos na área teatral e no desenvolvimento da formação do aluno/ator.
A primeira turma do projeto, constituída em 2008, dará prosseguimento no ano 2009 com a montagem do espetáculo "João e Maria" de Maria Clara Machado, tendo no elenco os talentosos atores mirins da cena de Charqueadas, entre eles: Manuela Abreu, Naiade Teles, Izabela Rangel, Francisco Chagas, Thiago Cezimbra, Yvi Selli, Gabriela Arruda, Luis Fernando Botelho, Roberta Beux, Thainá Santos, Rafaela Cruz e Gabriela Pereira.


7 de novembro de 2008
13 de outubro de 2008
Pluft na Gerdau
No dia 11/10, o grupo Faces apresentou o espetáculo infantil Pluft no auditório da Gerdau AEP, em Charqueadas, durante as atividades da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) da empresa.
O evento contou com a presença de centenas de funcionários que levaram seus filhos para passar a tarde participando de jogos e brincadeiras relacionadas à prevenção de acidentes.
Para ilustrar a festa, o Faces apresentou duas sessões de Pluft para a criançada que participou ativamente da peça e não se cansou de conversar e tirar fotos com as personagens.
O evento contou com a presença de centenas de funcionários que levaram seus filhos para passar a tarde participando de jogos e brincadeiras relacionadas à prevenção de acidentes.
Para ilustrar a festa, o Faces apresentou duas sessões de Pluft para a criançada que participou ativamente da peça e não se cansou de conversar e tirar fotos com as personagens.
26 de setembro de 2008
22 de maio de 2008
Faces 2008 - Seguimos em Cena!
Sim, o aclamado espetáculo O Amor de Madalena volta a cartaz numa versão mais light. Desta vez Dudú, Priscila, Gustavo, Rita e Alberto André montam a peça com o cenário de apenas os dois latões. Tudo isso para facilitar as viagens, uma vez que não temos ônibus nem apoio de governo para nos bancar. O Grupo Faces a partir de agora, a cada apresentação pelo estado afora, irá de Vitória de linha! Claro que isso decidimos depois que o nosso cenário multi-uso foi roubado ano passado, após a apresentação do Bem-Me-Quer na Mostra de Teatro de Charqueadas, no Rodeio. O circo que foi contratado para fornecer o palco e a cobertura se foi e levando todo o nosso cenário que construímos com muito suor e com o batalhado dinheiro de patrocínios. Mas, ano novo, vida nova. Voltamos com tudo para 2008. Estamos nos mudando para a Arte Viva, a qual alugamos a sala de teatro até o final do ano. Para inaugurar, re-estrearemos O Amor de Madalena em breve. Também estamos nos preparando para participar do festival de teatro amador de Rolante no final de junho concorrendo com O Amor de Madalena. Por enquanto, vamos estruturando a nova sede para fazermos a Faces "bombar" este ano! Veja a divulgação da apresentação d'O Amor de Madalena em Passo do Sobrado dia 10/05.
20 de maio de 2008
"O Amor de Madalena - Símbolos que Vivem"
espetáculo escrito por Sérgio de Gouvêa em 1941 e livremente adaptado pelo Grupo Faces em agosto de 2005.
APRESENTADO EM:
Charqueadas - Solar Shopping, colégio Pio XII, Parque de Eventos (Flecha 2005 (estréia) e 2006) e (XXI Gincana de Charqueadas, na versão musical, com prêmio de melhor espetáculo);
Arroio dos Ratos - Museu do Carvão (I Festcarbo, com prêmio de melhor figurino);
Passo do Sobrado - Salão Paroquial (intercâmbio com grupos teatrais de jovens de Vale Verde e Passo do Sobrado);
Encantado - Centro Administrativo Municipal (Fetalin, com prêmios de melhor atriz para Priscila Arruda, ator coadjuvante para Eduardo Arruda, atriz coadjuvante para Rita Carvalho, cenário, figurino e melhor espetáculo adulto);
Capão da Canoa - Casa de Cultura Érico Veríssimo (seminário de teatro Por Trás da Cena);
Osório - Câmara de Vereadores (I Art in Vento, com prêmios de melhor figurino e prêmio especial do júri pela inserção de música ao vivo no espetáculo)
Lugar para ser feliz: Palco! "A praça se faz arena, no vento de um sonho contente, trazendo a toda cena a brasa do fogo da gente. Nas estradas dessa vida, mambembamos sem parar, tendo o sol como guarida, as estrelas e o luar. A praça se faz arena, no vento de um sonho contente, trazendo a toda cena a brasa do fogo da gente. Nas estradas dessa vida, mambembamos sem parar, sempre estamos de partida, sem saber onde chegar."
"Oceano! Não é a última onda com seu salgado peso a que tritura costas e produz a paz de areia que rodeia o mundo: mas sim a imóvel solidão cheia de vidas... O tempo, talvez, essa unidade pura que não selou a morte, com seu beijo de sal. Eu estou aqui para contar uma história, de beijo e de morte e de oceano...
O beijo é um símbolo de amor, a morte é apenas um novo começo e o oceano? Ah! Este é um repouso distante, que coleciona na sua profundidade os olhares, as bocas e os corações inundados... "
"...Que doce é sua voz! Os teus anjos tangendo suas harpas jamais conseguem melodias doces como essa voz de nuances macias! Dá-me força, meu Pai! Fazei com que eu resista a esse fundo olhar que tudo se contrista na distancia do meu! A essa boca nervosa que se estende, febril, e se oferta, amorosa, ao beijo que não dou!...Eu vacilo, porém... Não te esqueças, meu Pai, que eu sou homem também!... "
"Então... Você é o tempo. O tempo torpe, que rouba o dourado do cabelo de uma donzela e tira a safira dos olhos de uma criança. O tempo negro, que roubou de tudo que já existiu; aquilo que havia de mais precioso e divino... E não deixou nada, exceto as memórias, as cinzas e o túmulo. Imagine o tempo. Todo o tempo que já existiu. Nesta totalidade de tempo um mil anos é um piscar de olhos, um milhão de anos passam como um suspiro..."
"...Ás vezes, comovida, eu me ponho a lembrar... Minha casa... Um jardim... Uma fonte a cantar... Alguém, perto de mim, confidenciando amor e, em palavras tão belas, fazendo-me sonhar, sob a luz das estrelas...Eu suponha que a vida era assim, sempre mansa, sempre calma e feliz... Como eu era criança! Sempre, a cada ilusão, sorrindo, aparecia! Cada sonho de amor que eu via fenecer a graça de outro amor fazia-me viver! E sem cuidar senão de amores e desejos repartia meu sonho entre juras e beijos..."
"Verdade maior é que se está sempre num balanço. Mire! O vento nas nuvens desmanchou Madalena. E agora Jesus é um rosto bom ficado nos olhos de Madalena... E Madalena uma lua recolhida, que no peito de Jesus aumenta de ser mais linda. A ambos o amor coloca no seu mais topo a navegar sem fim, até ancorar-se no porto, Madalena. Mas não é amor, pasto que se divulga-se em fecho, amor preso range na boca, tem vontade de fim e quer céu. Por isto ele é o que leva tudo no avanço para traçar nesta praça, o mar do abraço das asas de todos os pássaros."
APRESENTADO EM:
Charqueadas - Solar Shopping, colégio Pio XII, Parque de Eventos (Flecha 2005 (estréia) e 2006) e (XXI Gincana de Charqueadas, na versão musical, com prêmio de melhor espetáculo);
Arroio dos Ratos - Museu do Carvão (I Festcarbo, com prêmio de melhor figurino);
Passo do Sobrado - Salão Paroquial (intercâmbio com grupos teatrais de jovens de Vale Verde e Passo do Sobrado);
Encantado - Centro Administrativo Municipal (Fetalin, com prêmios de melhor atriz para Priscila Arruda, ator coadjuvante para Eduardo Arruda, atriz coadjuvante para Rita Carvalho, cenário, figurino e melhor espetáculo adulto);
Capão da Canoa - Casa de Cultura Érico Veríssimo (seminário de teatro Por Trás da Cena);
Osório - Câmara de Vereadores (I Art in Vento, com prêmios de melhor figurino e prêmio especial do júri pela inserção de música ao vivo no espetáculo)
Lugar para ser feliz: Palco! "A praça se faz arena, no vento de um sonho contente, trazendo a toda cena a brasa do fogo da gente. Nas estradas dessa vida, mambembamos sem parar, tendo o sol como guarida, as estrelas e o luar. A praça se faz arena, no vento de um sonho contente, trazendo a toda cena a brasa do fogo da gente. Nas estradas dessa vida, mambembamos sem parar, sempre estamos de partida, sem saber onde chegar."
"Oceano! Não é a última onda com seu salgado peso a que tritura costas e produz a paz de areia que rodeia o mundo: mas sim a imóvel solidão cheia de vidas... O tempo, talvez, essa unidade pura que não selou a morte, com seu beijo de sal. Eu estou aqui para contar uma história, de beijo e de morte e de oceano...O beijo é um símbolo de amor, a morte é apenas um novo começo e o oceano? Ah! Este é um repouso distante, que coleciona na sua profundidade os olhares, as bocas e os corações inundados... "
"...Que doce é sua voz! Os teus anjos tangendo suas harpas jamais conseguem melodias doces como essa voz de nuances macias! Dá-me força, meu Pai! Fazei com que eu resista a esse fundo olhar que tudo se contrista na distancia do meu! A essa boca nervosa que se estende, febril, e se oferta, amorosa, ao beijo que não dou!...Eu vacilo, porém... Não te esqueças, meu Pai, que eu sou homem também!... "
"Então... Você é o tempo. O tempo torpe, que rouba o dourado do cabelo de uma donzela e tira a safira dos olhos de uma criança. O tempo negro, que roubou de tudo que já existiu; aquilo que havia de mais precioso e divino... E não deixou nada, exceto as memórias, as cinzas e o túmulo. Imagine o tempo. Todo o tempo que já existiu. Nesta totalidade de tempo um mil anos é um piscar de olhos, um milhão de anos passam como um suspiro..."
"...Ás vezes, comovida, eu me ponho a lembrar... Minha casa... Um jardim... Uma fonte a cantar... Alguém, perto de mim, confidenciando amor e, em palavras tão belas, fazendo-me sonhar, sob a luz das estrelas...Eu suponha que a vida era assim, sempre mansa, sempre calma e feliz... Como eu era criança! Sempre, a cada ilusão, sorrindo, aparecia! Cada sonho de amor que eu via fenecer a graça de outro amor fazia-me viver! E sem cuidar senão de amores e desejos repartia meu sonho entre juras e beijos..."
"Verdade maior é que se está sempre num balanço. Mire! O vento nas nuvens desmanchou Madalena. E agora Jesus é um rosto bom ficado nos olhos de Madalena... E Madalena uma lua recolhida, que no peito de Jesus aumenta de ser mais linda. A ambos o amor coloca no seu mais topo a navegar sem fim, até ancorar-se no porto, Madalena. Mas não é amor, pasto que se divulga-se em fecho, amor preso range na boca, tem vontade de fim e quer céu. Por isto ele é o que leva tudo no avanço para traçar nesta praça, o mar do abraço das asas de todos os pássaros."19 de maio de 2008
Mais fotos
Você pode conferir mais fotos dos espetáculos da Faces no site pessoal do Gustavo no MySpace.
Acesse: myspace.com/guspace.
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